obrigada por me lembrar

tempo. e estou falando no sentido do curso das horas, dos dias, meses, estações...
outro dia o ponteiro do meu relógio caminhava para trás e me atormentou por alguns minutos a possibilidade do tempo realmente estar retrocedendo.

retrocesso. um passo pra frente e dois pra trás. o que você tem na vida? onde estão teus bens materiais? tuas conquistas? tua formação? pra que você trabalha?
eu não vejo o tempo, mas sinto seus efeitos e apesar de invisível o tempo pesa.
é como olhar no espelho e não se reconhecer naquele reflexo. e lembrar que no fundo nunca se reconheceu. é não saber explicar. e não fazer questão de entender.

medo. medos tolos e infantis. de fogos de artifício, de vacas e cavalos.

coragem. de falar de sentimentos com naturalidade e mostrá-los, simplesmente porque não há nada de errado em senti-los. podem até não ser compreendidos, podem até não ser correspodidos... mas o que fazer com eles então? simplesmente guardá-los numa caixa com um laço de fita ou enterrá-los no quintal?

perdoa. eu deveria extravasar alegria, porque é assim que as pessoas normalmente fazem. uma felicidade forjada em insights de auto-ajuda. o mundo é um oásis de felicidade!
eu bem que poderia me adaptar e às vezes eu me sinto parte de tudo... mesmo que só por alguns momentos e eu até acho bom.
às vezes eu acho que vai funcionar, que dará certo. mas sempre tem um trouxa pra me lembrar que não...

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